Informações  
 


 
• O que é o aparista ?

é aquele que trabalha com aparas de papel,(retalhos de papel sobra de produção) compra papel de lojas, bancos, supermercados, residências, escolas, órgãos públicos, etc. leva para o seu depósito, o papel é selecionado, enfardado e vendido para as indústrias de papel.(recicladores).

 • Recomenda-se procurar o associado mais próximo afim de obter melhor custo/benefício.


 • O que é preciso para ser um aparista ?

 • Ter um galpão coberto,
 • Prensas para confecção dos fardos,
 • Veicúlos para tranportes,
 • Carteira de clientes/ fornecedores.

 • Balança

 • O que é preciso para se associar à Anap.

 • Ser aparista;( com empresa devidamente regularizada)
 • Preencher uma ficha fornecida pela entidade;e
 • Aprovação do Conselho

   
  "O Papel do Aparista na Cadeia Produtiva do Setor de Celulose e Papel"
   
  1 - Introdução

2 - A formação do mercado

3 - Os empregos envolvidos

4 - Vantagens competitivas das aparas

5 - A estruturação da categoria

6 - Dificuldades e oportunidades


 
 
 

1- Reciclagem de Papel

Reciclagem de papel significa fazer papel empregando como matéria-prima, papéis, cartões, cartolinas e papelões, provenientes de :

. rebarbas geradas durante os processos de fabricação destes materiais, ou de sua conversão em artefatos, ou ainda geradas em gráficas;
. artefatos destes materiais pré ou pós-consumo.

Aparas de papel é a denominação genérica para essas matérias-primas.

Fibras Virgens X Fibras Secundárias.

Fibras celulósicas são aquelas que ainda não foram utilizadas para fazer papel e fibras celulósicas secundárias são aquelas que já passaram pelo menos uma vez por uma máquina de papel.
Um papel reciclado contém fibras secundárias.

Origem das Aparas

As aparas provêm principalmente de atividades comerciais (escritórios, lojas, supermercados), e em menor quantidade de residências e de outras fontes, como instituições e escolas.

- residências
- outras fontes
- atividades industriais e comerciais

As aparas de papel podem ser recolhidas por um sistema de coleta seletiva, ou por um sistema comercial, utilizado há anos, que envolve o catador de papel e o aparista

A atividade de reciclagem no Brasil se confunde com as próprias origens da fabricação de papel no País.

As primeiras fábricas brasileiras de papel instaladas há mais de seis décadas, se utilizavam de papéis descartados para a produção de novos papéis. Nessa ocasião, a quase totalidade das necessidades brasileiras de papel, em seus diferentes tipos, eram supridas por fornecedores do Exterior.

O passo seguinte da indústria brasileira foi a produção de papéis utilizando matérias-primas virgens importadas, em especial a celulose de fibras longas.

Só a partir do início da década dos anos 70, a indústria brasileira de celulose começa a ter expressão, passando os fabricantes de papel a utilizarem as matérias-primas virgens de origem nacional, simultaneamente com as de origem estrangeira.
A destacar que, na medida em que se ampliava a fabricação de papel no País a partir de matérias-primas virgens, estimulando um maior consumo, paralelamente se ampliava a atividade de reciclagem, conseqüência da maior disponibilidade de papéis recicláveis.

Verifica-se, assim, que a atividade de reciclagem de papel no Brasil tem seu fundamento em questões de natureza essencialmente econômicas.

Em tempos recentes, a reciclagem de papel vem apresentando um destaque crescente, na medida em que contribui para a preservação e conservação do meio-ambiente e para a solução da questão da destinação dos lixos urbanos.


2 - A formação do mercado.

O sistema de reciclagem de papel tem:

a) catadores de rua
b) instituições (escolas, empresas etc.)
c) pequenos depósitos
d) os aparistas

Embora já antiga, ainda está em vigor uma extensa classificação dos diferentes tipos de aparas e papéis usados, caracterizando cada um desses tipos, estabelecendo níveis máximos de umidade e impurezas, e definindo os materiais proibitivos.

Há ainda a considerar os tipos mistos (I,II e III), que estima-se sejam gerados em 10% por papéis para escrever e imprimir, em 20% por papéis para jornais e revistas em 20% por cartões e cartolinas, em 40% por papéis para ondulado e, finalmente, em 10% por papéis de embalagem em geral.

3 - Os empregos envolvidos

São 100.000 funcionários diretos e, estima-se que entre catadores de rua e agregados, o total de pessoas que vivem das aparas e do sistema de reciclagem alcance 200.000 pessoas.

4 - Vantagens competitivas das aparas

a) o preço médio da fibra para a fábrica pode ser ajustado para baixo com o uso da apara, que é mais barata que a fibra virgem.
b) Garante a produção em tempos de escassez de celulose.

5 - A estruturação da categoria

Familiar, em processo de troca de geração

6 - Dificuldades e oportunidades


a) Na medida em que se ampliou a fabricação de papel no País, a partir de matérias-primas fibrosas virgens, estimulando um maior consumo, paralelamente se ampliou a atividade de reciclagem, conseqüência da maior disponibilidade de papéis recicláveis.

b) A atividade de reciclagem de papel no Brasil, que tem seu fundamento em questões de natureza essencialmente econômicas, é a avultada em importância por sua contribuição para o saneamento ambiental.

c) As matérias-primas fibrosas virgens são a porta de entrada para o processo de reciclagem.

d) A reciclagem é uma atividade complementar e não substituta da produção de matérias-primas virgens.

e) A análise da distribuição do consumo de papéis no Brasil conduz a identificação dos seguintes pontos de geração de papéis recicláveis:
. convertedores
.supermercados, lojas e empresas
.escritórios
. residências

f) Analisando-se a geração dos papéis, pode-se classifica-los em dois grandes grupos: aparas e papéis usados, estes, sob o ponto-de-vista legal enquadrados como sucatas de papel.

g) O principal item de formação dos preços de comercialização dos papéis recicláveis é o custo da coleta, que apresenta forte variação em função dos pontos de geração e do tipo de material gerado.

h) As aparas brancas tem seu valor de negociação nos pontos de geração fixado em função dos preços em vigor para as matérias-primas virgens, de vez que são substitutos plenos dessas matérias-primas. Já a negociação do preço das aparas Kraft, aparas de cartolina, aparas de tipografia e caixas de papelão ondulado se faz em função das condições conjunturais do mercado de oferta e demanda dos materiais recicláveis.

i) Em períodos de grande procura por papéis recicláveis, surge a figura dos "catadores de papel", que coletam os papéis descartados nos pequenos pontos de geração, evitando que os mesmos sejam lançados ao lixo comum.

j) A Anap conceitua como fabricante reciclador a empresa em que o consumo de papéis recicláveis, na produção de papel, represente mais de 50% do total de matérias-primas fibrosas consumidas.

k) Das empresas fabricantes de papel no Brasil cerca de 184 se enquadram como fabricantes de papel. Assinala-se, entretanto que 124 são recicladores respondendo por 33,4% da produção nacional. (Fonte: Bracelpa).

l) Na medida em que o ciclo de reciclagem se repete, as fibras vão se tornando menores, em conseqüência das operações de refino realizadas para a uniformização da massa fibrosa, tornando-se assim cada vez mais fracas. Na prática, a reciclagem de papel só se torna possível graças a constante entrada no processo de novos papéis recicláveis produzidos total ou parcialmente com matérias-primas fibrosas virgens.

m) A intensidade do processo de reciclagem em um país ou região é habitualmente medida pela taxa de recuperação, que relaciona a quantidade de papéis recuperados com o consumo aparente de papéis de todos os tipos no país ou região considerados.

n) O Brasil apresenta níveis de recuperação de aparas e papéis usados afinados com a média mundial.

o) Hoje no Brasil são recuperadas em média 2.611 mil toneladas de papel, sendo 80% para embalagens, 18% para fins sanitários e, apenas 2% para impressão.

p) A quantidade de papel recuperado depende essencialmente da quantidade e do tipo consumido em um país ou região. Fatores fundamentais são também a estrutura sócio-cultural, o grau de desenvolvimento econômico e a extensão territorial desse país ou região.

q) No Brasil cerca de 44% dos papéis estão classificados na categoria de "embalagem".
Conseqüentemente, não causa admiração que 55% dos papéis recuperados sejam de "papelão ondulado".

r) A taxa de recuperação dos diferentes tipos de papéis recicláveis em função do tipo de geração apresenta acentuada diversidade, conseqüência de usos e costumes da população brasileira e do grau de dificuldade da atividade de coleta.

s) As taxas de recuperação de papéis recicláveis nas regiões sul e sudeste do Brasil chegam a se igualar, e mesmo superar, as de países intensamente envolvidos com a atividade de reciclagem, como Japão, Estados Unidos da América e países da Comunidade Européia. Já as taxas de recuperação nas regiões norte, nordeste e central são muito baixas, provavelmente por não existir nessas regiões unidades industriais onde os papéis recicláveis possam ser utilizados para a produção de novos papéis.

A instabilidade nos preços, incentiva e depois desarticula a coleta. Um grande número de aparistas nos últimos 5 anos desistiram das atividades.

As melhores oportunidades se apresentam quando a celulose no mercado internacional sobe de preço, puxando o preço das aparas. Têm sido ciclos históricos que, quando terminam deixam aparistas "feridos de morte", pois não se pode prever sua duração ou intensidade.

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